Quase 100 homens morreram com câncer de próstata no TO em 2019, diz Secretaria de Saúde

Quase 100 homens morreram com câncer de próstata no TO em 2019, diz Secretaria de Saúde

Quase 100 homens diagnosticados com câncer de próstata morreram este ano no Tocantins. De acordo com os dados da Secretaria de Saúde do Tocantins, as 99 mortes foram registradas só em 2019 e a maioria dos homens podem não ter realizado exames preventivos. Segundo especialistas, a prevenção e o diagnóstico precoce aumentam as chances de cura da doença. (Veja o vídeo)

A Secretaria de Saúde informou que no ano passado foram identificados 250 casos de câncer de próstata em todo o estado. Em 2019, até o início de novembro, são 136. Para chamar atenção sobre os casos, a campanha Novembro Azul conscientiza homens que se encaixam nos fatores de risco.
Segundo o Ministério da Saúde, a cada 10 homens diagnosticados com câncer de próstata, nove têm mais de 55 anos.

O professor aposentado Francisco Rodrigues, de 73 anos, começou a ter cuidados após perder um amigo com a doença. Durante os exames ele também foi diagnosticado com câncer de próstata e começou a fazer o tratamento.

“É uma doença tão silenciosa que eu não sentia nada. Se fosse deixar por conta, quando eu descobrisse já tinha comido tudo por dentro. Graças a Deus e a minha confiança no médico eu fazia [prevenção] rigorosamente de ano em ano”, informou o aposentado.

O gestor de área técnica da saúde do homem, Tarley Abdalla, diz que o número de mortes por causa do câncer no Tocantins é alto. “Nós podemos perceber pela epidemiologia que temos um número alto de mortos provavelmente relacionado a falta do diagnóstico precoce e ao tratamento em tempo oportuno”, explicou.

Além da idade, histórico de câncer na família, sobrepeso ou obesidade também são fatores de risco. Para Francisco Rodrigues, é importante “deixar todo o preconceito de lado e focar na vida”.

“Aconselho que todo homem que tenha amor à vida faça esse exame de ano em ano e se aparecer e for descoberto com tempo, praticamente é curar uma ferida”, alertou o professor aposentado.

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