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OAB aciona o Supremo pedindo a volta das saidinhas de presos

OAB aciona o Supremo pedindo a volta das saidinhas de presos

Entidade alega que derrubada do benefício é inconstitucional

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) declare inconstitucional a lei que acabou com a saída temporária de presos, as “saidinhas”, e restabeleça o benefício. Ao dar entrada na ação, a entidade arrasta a Corte para arbitrar o tema, que opõe o Congresso e o governo Lula (PT). O presidente vetou as mudanças, mas os vetos foram derrubados por ampla maioria.

A OAB afirma que o poder público tem o dever de promover a ressocialização dos detentos e que as saídas temporárias são uma política eficiente para a reintegração gradual dos presos ao convívio social. No outro argumento, a entidade afirma que a Constituição proíbe o retrocesso em direitos fundamentais.

O Conselho Federal da OAB também sugere o uso de tornozeleiras eletrônicas para “compatibilizar” o direito dos presos sem comprometer a segurança pública.

Antes da reforma na legislação, os presos com bom comportamento tinham direito de sair da prisão para visitar familiares, estudar e participar de atividades de retorno ao convívio social A nova lei limitou as saídas temporárias a cursos profissionalizantes ou de ensinos médio e superior.

O ministro André Mendonça chegou a se manifestar sobre a reforma, em outro processo. Ele já defendeu que a mudança não vale para detentos que já estão presos, ou seja, não tem efeitos retroativos.

*AE

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